Não percebo o que se passa à minha volta.
Tão depressa as pessoas passam como tendem a desaparecer num véu traçado pela sombra na parede. Já tentei retratá-lo mas não fui capaz.
Tudo parece etéreo ao toque, tudo vem, tudo vai. Será que é só de mim?
Ou simplesmente é provocado o modo de sobrevivência a que fui submetido aqui, neste mundo?
Sinceramente, não percebo o porquê de tudo isto acontecer.
Sentas-te a meu lado e ambos vimos as explosões no céu, feitas por mil e um foguetes do mais bonito ritual cristão.
Não quero ver, tenho medo. Tenho medo de te perder, não te posso perder outra vez.
Tudo vai dar ao abismo em que te deixei cair, anda, dá-me a tua mão e vamos ser alguém.